Há pessoas que passam toda sua vida vivendo como se houvesse um único dia. Travestem-se de personagens repetitivos, onde até mesmo as falas apresentadas à nova patuléia não passam de uma velha leitura sem citação da autoria; mesmo nos momentos mais lúcidos, repetem, como se enebriados estivessem, as mesmas artimanhas "estupidamente calculadas" para viver "seu último momento de glória", num estado doentio de confusão entre a vida real e o delírio.
by Gilberto Prestes